Jovens Assassinos – Como Evitar Tantas Tragédias? O ambiente familiar deverá ser o seu alicerce, seu modelo de vida e de valores como: respeito pelas diferenças alheias, disciplina, auto-estima e solidariedade. São alguns dos valores que devem estar presentes na vida da criança e que serão refletidos por ela na sua relação com o meio.


Jovens Assassinos – Como Evitar Tantas Tragédias?

Será que crianças e jovens são capazes de tirar a vida de alguém? Será que tem frieza para matar?

Alguns acontecimentos recentes nos fazem acreditar que sim: jovens que invadem uma sala de cinema atirando impulsivamente e outros que invadem uma sala de aula de uma escola matando de forma cruel. O que está acontecendo com nossos jovens que matam sem nenhuma explicação?

Tipos de Crimes

Existe o assassino serial e o assassino em massa. O assassino serial planeja como irá matar e seleciona suas vítimas, já o assassino em massa mata três ou mais vítimas geralmente em um mesmo momento e local e depois do crime geralmente se suicida por culpa.

Causas

São várias as causas que podem justificar este tipo de comportamento por parte de crianças ou adolescentes. Alguns deles são: a violência doméstica, separações entre os membros da família (lares desfeitos), uso de drogas, distúrbios psicológicos, porém, estas são algumas razões, mas não podem ser consideradas únicas. Vivemos em uma sociedade que incentiva muitas vezes a violência (a divulgação exagerada da mídia), a dificuldade de acesso ao tratamento de distúrbios psicológicos pela falta de investimento financeiro na saúde mental da população, etc.

Segundo estudos, existem também alguns fatores sociais e psicopatológicos que aumentam a probabilidade de uma pessoa normal começar a ter uma postura agressiva. De modo geral, acredita-se que estes tipos de crimes são o resultado de uma soma de mágoas, angústias, humilhações, frustrações e perdas vivenciadas pelo indivíduo e mal “elaboradas” no decorrer da vida que em algum momento é expressada através da violência, ou seja, do crime. Muitas pessoas com problemas emocionais não se comportam desta maneira, porém, os sentimentos vão se acumulando e a pessoa chega num ponto em que não suporta tudo o que sente.

Atualmente a evolução tecnológica propicia um ”mundo” indiscriminado de informações através da internet, games ou televisão que podem ser maléficos aos nossos filhos.

Pesquisas mostram que crianças e adolescentes que se utilizam destes meios de comunicação em excesso apresentam uma tendência a imitar o que vêem . Precisamos prestar muita atenção nos nossos filhos, monitorar e filtrar o que estão fazendo durante o seu dia.

Comportamentos Denunciadores

Conhecemos o comportamento de nossos filhos e, desta forma, podemos reconhecer muitos indicadores de que algo não vai bem com eles no dia a dia . Não adianta inventarmos desculpas como a falta de tempo ou frases do tipo “não sei lidar com isso”. Priorize a felicidade de seu filho ficando atento a alguns desvios de comportamentos que ocorram em conjunto tais como :

Enurese (xixi na cama após 5 anos)
Maltrato de animais pequenos
Tendência a provocar incêndios
Tais atitudes podem ser consequência da desconsideração dos pais ou responsáveis em relação a algumas situações vividas pelo adolescente: algum trauma passado ou algum tipo de crueldade (que precisa ser compreendido e tratado em psicoterapia).

A partir do momento em que a criança inicia sua vida socal, é importante termos consciência de que nem sempre suas relações serão saudáveis. O Bullying, por exemplo, são atos de violência física e psicológica praticados pelos indivíduos de grupos contra as crianças e podem provocar sentimentos de humilhação, angústia intensa e vergonha para uma criança.

Na maioria das vezes as crianças não sabem expressar o que estão sentindo quando sofrem estes tipos de agressões: muitas não sabem como falar sobre isso com os pais ou ainda ficam com medo do que possa acontecer caso contem. Essa dificuldade de falar sobre o que está se passando fará com que ele expresse esta “dor” de alguma outra forma, como por exemplo: inventando desculpas para não ir à escola, se isolando das pessoas ou demonstrando um estado deprimido ou agressivo no lar.

O ambiente familiar deverá ser o seu alicerce, seu modelo de vida e de valores como: respeito pelas diferenças alheias, disciplina, auto-estima e solidariedade. São alguns dos valores que devem estar presentes na vida da criança e que serão refletidos por ela na sua relação com o meio.

Caso seu lar seja um ambiente conturbado em meio a discussões frequentes (com agressões físicas e morais), ou seja, onde prevalece o desrespeito entre as pessoas, valorização das coisas materiais em detrimento dos sentimentos ou um espaço onde não existem regras nem disciplina, então assim serão os valores que a criança adotará e reproduzirá, pois a família é seu principal referencial de vida. Desta forma, a probabilidade em relação a esta criança se tornar um adulto agressivo ou deprimido é grande, mas é lógico que não podemos desconsiderar alguns outros fatores que contribuem.

Muitos pais “culpam” a escola, pois acreditam que os professores possuem esta responsabilidade, porém, este é um pensamento totalmente incorreto, já que os maiores e mais importantes valores são de origem familiar e a escola é apenas um coadjuvante importante.

Os pais devem incentivar o diálogo, a intimidade e a sinceridade com os filhos, pois são atitudes que fazem com que seu filho esteja mais próximo, adquira confiança e possa contar com você para ajudá-lo em situações difíceis, evitando problemas futuros.

Não podemos adivinhar quando uma criança ou adolescente poderá cometer um delito, mas fazendo a nossa parte: observando, oferecendo nosso carinho, amor e atenção, poderemos evitar ou detectar algum problema com muito mais facilidade e prevenção.

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