Quais são os danos causados para os envolvidos?




Danos causados
As crianças vítimas de Síndrome de Alienação Parental (SAP) têm muito a perder. Os danos psicológicos são graves e sua intensidade varia de acordo com o nível em que a alienação parental ocorre. “São mais propensas a apresentar distúrbios psicológicos como depressão, ansiedade e pânico, têm maior chance de incorrer em uso de drogas, de apresentar baixa autoestima e de não conseguir manter relações estáveis, quando adultas”, relata o juiz Elizio Perez. Alexandra Ullmann aponta, ainda, outras conseqüências futuras que, na maioria das vezes, vão desde fragilidade emocional, envolvimento com drogas, alcoolismo até o suicídio.

Sem estrutura psicológica para lidar com algumas emoções, a criança que está no centro de uma alienação parental se vê forçada a ser solidária a um dos pais (o alienador), com quem passa a manter uma relação simbiótica. “Dessa forma, a criança, embora maior vítima do processo, passa a dar sua própria contribuição para aprofundá-lo”, ressalta o magistrado.

Na verdade, em casos como esse, os pais alienados sofrem tanto quanto as crianças. De acordo com a psicóloga Andréia Calçada, a depressão e ansiedade passam a ser companheiros constantes em função da perda do vínculo e contato com os filhos, pelas perdas financeiras e até mesmo da perda da liberdade em casos de falsas acusações de abuso sexual.
Por isso, o tratamento psicológico de todos é fundamental. “Porém, na maioria das vezes, o alienador não se submeterá às sessões. Muitas vezes nem mesmo se dá conta do que faz”, alerta Andréia. Entretanto, somente o acompanhamento de um especialista não basta. É necessário que haja uma atuação em conjunto com as medidas legais. “Quanto mais cedo o pai (ou mãe) perceber que está sendo alienado, quanto mais cedo o advogado atuar no processo, quanto mais o judiciário estiver informado, quanto mais os procedimentos forem breves, melhor será o encaminhamento dos casos de alienação parental”, observa.
Toda a família deve ficar atenta, pois há, digamos, certo grau de contágio. “A tendência à repetição de comportamento torna comum a existência de várias gerações de alienadores na mesma família, sempre afirmando que se conseguiram criar seus filhos sozinhos, não há a necessidade da existência do outro na vida dos netos, sobrinhos etc”, esclarece Alexandra.

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