ARTIGO SOBRE ALIENAÇÃO PARENTAL denunie


A Síndrome de Alienação Parental (SAP) foi descrita por Gardner em 1985, como sendo “Um transtorno caracterizado pelo conjunto de sintomas que resultam do processo pelo qual um genitor transforma a consciência de seus filhos, mediante distintas estratégias, com o objetivo de impedir, obstaculizar ou destruir seus vínculos com o outro genitor”.

Sua função básica é destruir a confiança da criança/adolescente no genitor alienado, através da desqualificação do mesmo, levando-a a se afastar deste, através de atitudes de nojo, raiva ou medo. 

O genitor alienador torna-se o centro das atenções dos filhos, fazendo-os crer que ele é capaz de cuidar sozinho deles, e, que estes não sobreviverão longe dele. Silva e Resende (2207) afirmam que “O alienador passa em alguns momentos por uma dissociação com a realidade e acredita naquilo que criou sozinho. E o pior, faz com que os filhos acreditem, sintam e sofram com algo que não existiu, exprimindo emoções falsas”. A implantação de falsas memórias na criança é parte do processo da Alienação Parental.

Estes processos de alienação causam nas crianças/adolescentes grandes danos emocionais e psíquicos, pois estes tornam-se um alvo claro para a destruição do “objeto de ódio” do genitor alienante. Destruir este alvo é a forma que o alienador encontra de “matar” a frustração pela perda vivida, sem levar em conta o resultado final, ou seja, o dano causado aos filhos. 

O resultado deste processo é um profundo sentimento de desamparo, gerando por parte da criança/adolescente um grito de socorro que não é ouvido. Uma vez que não é reconhecido como sujeito, esse grito acaba por transformar-se em sintoma, que poderá ser expresso tanto no corpo por processos de somatização quanto por um comportamento anti-social. Os efeitos nas crianças vítimas da Alienação Parental podem ser uma depressão crônica, incapacidade de adaptação em ambiente psico-social normal, dificuldades na aprendizagem, transtornos de identidade e de imagem, desespero, sentimento incontrolável de culpa, sentimento de isolamento, comportamento hostil, falta de organização, podendo chegar ao suicídio. Quando adultas, as vítimas da Alienação tem inclinação ao álcool e às drogas, e apresentam outros sintomas de profundo mal estar .

Além disso a criança é levada a odiar e a rejeitar um genitor que a ama e do qual necessita. O vínculo entre a criança e o genitor alienado será irremediavelmente destruído. Quanto maior o tempo de separação, mais difícil será refazer o vinculo entre genitor e filho(s).

            Estabelecer a Alienação Parental em uma criança é uma forma de abuso mais difícil de ser superado do que o abuso físico ou mesmo sexual. O abuso emocional característico da Alienação Parental irá repercutir em conseqüências psicológicas e pode provocar problemas psiquiátricos para o resto da vida.

            Um sentimento incontrolável de culpa pode acontecer se essa criança, quando adulta, constatar que foi cúmplice inconsciente de uma grande injustiça ao genitor alienado.

            E o que é grave, o filho alienado tende a reproduzir a mesma patologia psicológica que o genitor alienador.

*Dra. Sandra Maria Baccara é psicóloga especialista em alienação parental com Doutorado na área de conflitos interfamiliares e professora universitária.

3 Respostas para “ARTIGO SOBRE ALIENAÇÃO PARENTAL denunie

  1. Olá becerra:
    Fico feliz com seu blog espero que seja mais uma arma contra a tirania do guardião, e que prevalecer a justiça se reflita nos pensamentos tardios e que enobreça sua luta.
    Forte abraços e continue…
    “ONDE VOCê ESTIVER EU SEMPRE ESTAREI COM VOCê filho” Ditado Sulk… Obrigado BECARRA

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